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E quando a saudade bate eu faço o que?!

Hoje procurando um livro cheguei a uma parte do meu grada roupas denominado "coisas que eu não sei onde guardar". Futucando as coisas que lá estavam achei uma pilha de agendas.
Agendas são uma característica pessoal minha. Todo ano faço uma agenda registrando os meus dias. Acho uma coisa boa pegar uma agenda de anos atrás e ler meus pensamentos, ver como eram meus dias, as coisas que eu estava fazendo.
Mexendo nessas agendas peguei a do ano de 2007, ano do meu 3º ano do ensino médio.
Acho que tatuei na testa o quando eu amo o colégio que estudei, CPM- Colégio da Polícia Militar, o quanto eu amo os anos que passei lá e como eles são importantes para mim.
Abrindo em páginas aleatórias, eu li a descrição de um dia normal, naqueles dias.
Eu chegava bem cedinho, colocava minhas coisas em uma das cadeiras da primeira fileira e ia pro pátio esperar minhas amigas antes de entrar em forma.
Conversava com elas, como se não as visse há anos.
Entrava em forma e aquilo era a vida para mim.
Tinha minhas aulas, via assuntos chatos, professores chatos.
Voltava para casa, comia rápido, trocava de uniforma para voltar para o colégio. Assistia aulas extras e fazias as mais saudosas "resenhas"
Para mim aqueles dias eram felizes e eu sabia disso.

Folheei mais algumas páginas e me deparei com sonhos que já concretizei, com medos que já superei.
O que mais me deixou com saudades foi de uma vida protegida pelos muros do colégio, pelo uniforme, pelas estrelas da graduação. Hoje ter que enfrentar o mundo sem toda essa proteção é cada vez mais difícil.

Só quem viveu um sentimento como aquele sabe que falta ele faz.
Hoje o que me restou além das fotos, dos diplomas, das fardas das luvas de graduação guardadas numa caixa do guarda roupas são minhas recordações.
Alguns amigos que permanecem, uma saudade sem medida de uma época tão boa.

Pior de tudo é saber que nada daquilo volta mais.

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